quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Trilho das 7 Lagoas - Xertelo (Gerês)

 

 
Trilho das 7 Lagoas do Xertelo
(Inicio junto ao Trilho PR9 - Serra do Gerês)

 
O Parque Nacional da Peneda Gerês é um dos poucos locais naturais de Portugal, onde podemos encontrar verdadeiros reliquias como lagoas e cascatas de cortar a respiração.
Alguns desses locais ainda permanecem pouco explorados pelo ser humano.
Mas para os visitar, é preciso aventurar-se por locais menos turisticos e caminhos menos percorridos.
 
Bem-vindo às 7 magnificas Lagoas do Gerês!


Este trilho leva-nos a um dos locais mais bonitos e encantadores de Portugal. Um percurso que pode ser linear (aproximadamente 10km) ou circular (aproximadamente 12km) e que começa e acaba na pequena e acolhedora aldeia de Xertelo.


O Gerês é um dos cenários mais bonitos do País. Não é à toa que o Parque Nacional da Peneda-Gerês foi considerado uma das 7 Maravilhas Naturais de Portugal - categoria de Zonas Protegidas..
 
O nosso percurso (circular): Xertelo - 7 Lagoas



Demoramos 4h a fazer este trajeto circular (sem contar com o tempo que estivemos nas lagoas). É um percurso acessível, sem grandes riscos (acessível a crianças) e rodeado de paisagens incríveis!
 
 


Pelo caminho, as vistas são soberbas e por isso partilhamos esta nossa experiência no Gerês.


Siga até à aldeia do Xertelo (Gerês) e deixe o carro logo na entrada (Bar 7 lagoas ou junto à Igreja).
Este trilho começa aqui e não tem qualquer sinalização, no entanto, devido ao número de pessoas que por lá passa, o percurso é bem perceptível.
Numa fase inicial pode seguir-se as indicações do trilho PR9 que partilha parte do mesmo percurso.
De qualquer forma, é sempre bom levar o percurso em GPS, para que não hajam desvios da rota.  
 

 

Ainda na aldeia, começa a 1º subida (das poucas que há) até ao Fojo do Lobo de Xertelo (Lado esquerdo). A partir daí, a marcação no terreno está bem visível.

A ida optamos por ir por este trilho e no regresso, seguir o estradão até à aldeia de Xertelo.
Tirando a parte que sobe (à saída das lagoas) o restante percursos é na sua maioria plano, sem grandes dificuldades.
Um percurso que pode perfeitamente ser feito na companhia de crianças.
 


 
Enquanto caminha, aproveite as paisagens. São de cortar a respiração.
Quando menos se esperar...estará a chegar às lagoas.
 

 
 
Em dias de maior calor é possível ir a banhos e podemos dizer que nesta nossa visita, a temperatura da água estava extraordinariamente acima do normal, para o que é habitual neste tipo de lagoas.


 
Uma nota adicional, para o caso de querer mergulhar.
Todos os anos há acidentes por aqui. Por desconhecimento, por negligência ou por azar..
As pedras são irregulares e por vezes escorregadias.
Pode sempre levar sapatos próprios para a água. Poderá ser uma ajuda para andar por cima das rochas ou até dentro de água. No entanto, precaução recomenda-se!
 
 
Para melhor aproveitar o local, faça um picnic e passe algum tempo por lá. O som da água a correr e beleza da paisagem, fará com que seja um dia ainda mais inesquecivel!.
E foi o que fizemos. 
 
No regresso, seguimos pelo estradão para fazer o percurso circular.
Tirando a 1ª subida, logo após deixar as lagoas, o restanto percurso é muito acessivel, feito pela estrada de terra.
A paisagem é ligeiramente diferente mas igualmente bela.
 
 


 

 
Terminamos assim este dia mágico com a sensação de que soube a muito pouco.
Ficou a promessa de voltar.
Para aproveitar bem o dia e a zona das lagoas, recomenda-se começar a caminhada às 9h e regressar por volta das 18h (ou mais tarde, sendo verão).
Vá sem horas marcadas e sem compromissos, assim poderá gerir melhor o tempo.
 



 
 
Alguma Informações Úteis

  •     Distância (percurso circular): 12 km - Percurso Circular ou linear (se voltar pelo mesmo sitio)
  •     Grau de Dificuldade: Fácil
  •     Local de Partida: Aldeia de Xertelo (Gerês)
  •     Vestuário: Roupa ligeira e calçado confortável para caminhada (evitar chinelos)
  •     Bebidas: Levar muita água - Recomendável 3L
  •     Comida: Comida ligeira para fazer picnic junto às lagoas
  •     Levar Protetor solar, óculos de sol, chapéu, toalha


sábado, 13 de junho de 2020

TRILHO DAS FISGAS DE ERMELO

Trilho das Fisgas - PR3 (Serra do Alvão)

O Trilho das Fisgas de Ermelo, um dos mais emblemáticos de Portugal, é feito em plena serra do Alvão.
Este percurso circular  tem a designação de PR3 – Fisgas de Ermelo e fica no concelho de Mondim de Basto.
Para além de se poder apreciar a bonita Serra do Alvão podemos ver de perto um dos pontos mais emblemáticos: As Quedas de Água de Fisgas de Ermelo.
Cascaca com 200 metros de altura. Uma das mais altas de Portugal.



A caminhada inicia-se na aldeia de Ermelo, mesmo junto à igreja.
É facilmente acessível desde Vila Real.
Este caminho é circular com 12,4 Km e atravessa um conjunto de paisagens verdadeiramente fantásticas!
Nada como uma visita para comprovar a dimensão desta beleza natural
Para nós o Alvão sempre foi um dos locais de eleição. Pela sua tranquilidade (ainda) e rara beleza.


Como já referido, o percurso começa junto à Igreja Paroquial de Ermelo. Os lugares não são muitos, mas os carros podem ser deixados nessa zona.
É um percurso exigente e que deverá ser feito nos meses de temperatura moderada.
Para se usufruir da paisagem sem pressas, o ideal é ir com tempo. Apesar de no folheto mencionar que se faz em 4h30, nós demoramos 6h.
Será a única forma de usufruir de toda a beleza natural.
Se a ideia é tomar banho e relaxar numa das lagoas ao longo do percurso, o ideal é ir logo de manhã cedo.




O trilho está muito bem sinalizado mesmo para quem não esteja habituado a este tipo de caminhadas.
Importa pelo menos conhecer os 4 tipos de sinalética (Caminho Certo, errado e virar).



Depois de uma breve descida, que nos leva até a atravessar a ribeira de Fervença, começa a parte exigente da caminhada até chegar às Fisgas de Ermelo.
Uma subida que não sendo muito exigente, vai desgastando à medida que o tempo passa.
Importante ir fazendo algumas paragens, para apreciar as belas paisagens e levar muita água para hidratar.
No dia que fizemos este percurso estavam 23 graus. Não sendo elevado já seria o limite da temperatura ideal (segundo dizem os locais).




Depois de atravessar a ponte de madeira, seguimos por uma estrada florestal até ao ponto seguinte: Miradouro Alto da Cabeça Grande.
Aqui sobe-se e muito, superando um desnível de 400 metros em 3 km. Esta etapa é das mais exigentes, sobretudo em dias de maior calor.

Contudo, isso não impede de aproveitar o percurso e admirar as magníficas paisagens, usufruindo ao máximo da beleza natural e do silêncio sagrado deste espaço.







Da Lomba do Bulhão até ao Miradouro do Alto da Cabeça Grande são muitos os locais para apreciar e usufruir desta grandiosa obra da natureza.
Aproveite para fotografar, descansar ou até apanhar uns banhos de sol.
Aqui, o silêncio envolve-nos e transporta-nos para um outro estado de alma.
A sensação de paz é ímpar!







Miradouro do Alto da Cabeça Grande

Daqui temos uma vista privilegiada das cascatas de Ermelo e podemos admirar toda a sua beleza.



Depois de passar pelo Miradouro do Alto da Cabeça Grande e antes de chegar à aldeia de Varzigueto, existe um acesso às Piocas de Cima (imagem).
Lagoas naturais formadas pelas cascatas de uma água cristalina e que convida a banhos.





O caminho segue pela zona florestal paralela ao rio Olo. Local fantástico para relaxar e fazer um piquenique.
Mais à frente chegamos à aldeia de Varzigueto.






Depois de muito subir, chega a altura de começar a descer.
O percurso passa pelo miradouro das Fisgas do Ermelo (desta vez do lado oposto), onde ficam as cascatas e as suas escarpas verticais.
A descida continua de regresso à aldeia do Ermelo. Uma descida em que na parte inicial é um pouco irregular, pela quantidade de pedras e gravilha existente no caminho, o que o torna um pouco mais radical.



Ainda antes de concluir o trilho e se ainda sobrar energia, pode fazer um pequeno desvio até outras piscinas naturais: as Piocas de Baixo.
Talvez dos locais mais encantadores desta zona, principalmente em dias de semana, já que o número de pessoas é praticamente inexistente!

O percurso continua até passar novamente o rio Olo pela ponte da Abelheira, para depois se fazer a última subida até à Igreja, na aldeia do Ermelo.

Terminamos assim este mágico percurso que não deixa ninguém indiferente.
O cansaço já era algum, mas deixou-nos com vontade de voltar!